16 de jun. de 2011
(trecho de) Marchas da maconha: para além da neblina sensacionalista - Rafael Gil Medeiros e Ricardo André Cecchin
14 de fev. de 2011
pirata, eu? - zine película (editora bigode)
21 de jan. de 2011
20 de jan. de 2011
Uso de droga admitido por 15% da população - Jornal do Commercio (20/01/2011)
29 de dez. de 2010
email para dois políticos (enviado aos gabinetes) - marcha da maconha 2011

Com cópia para: Carlos Minc (feliz ministro do meio ambiente - feliz até demais!)

Solte esta mulher. Eu preciso dela cedinho, pra fazer o meu café.
Sr. Delegado,
Mas o que eu posso fazer? Ela estando na cadeia, falta em casa o que eu comer.
Mas veja bem você (tão acostumado aos tratamentos de excelência!): Não tem mais o que fazer?
Bem que poderia criar uma nova lei. Uma lei que ninguém seguiria, pois é fato a inutilidade de seu papel quanto cidadão.
Ora mais! Você foi inventar de ser político!
político!?
não haria de ter uma profissão melhor? mais prestigiada... mais próxima da população... mais séria... mais útil...
O senhor (tratamento nominal dado ao fato da diferença de idade, não há qualquer menção de respeito hierárquico aqui) poderia continuar sendo delegado, seja lá onde for. Mas além de delegado (haja vista que pior que político só sendo policial e político) resolveu legislar. Mas o senhor (sem qualquer respeito hierárquico) resolveu que além de não saber como desempenhar o papel legislador, acha pouco e questiona a constituição.
Deixe-me explicar melhor: Tu (sinceramente: te chamar de sr. é muito difícil) devias saber (já que és delegado e deputado) que existe um livro chamado "constituição". Este livro (também conhecido como carta-magna) é composto dos princípios básicos que cada cidadão deve seguir para que a sociedade se auto-regulamente. Isto significa que a sociedade (pelo menos teoricamente) constitua regras para auto regularmentar-se (espero, sinceramente, que entendas alguma coisa sobre flexões adverbiais) (espero também que saibas sobre o uso de apostos e parentesis, já que me utilizo deveras deles - a propósito: sabes o que siginifica deveras. Não?).
Vocês deputados (aqui pra nós: que profissãozinha!) deveriam conhecer este livro. Tomarei a liberdade de indicar uma biblioteca que possue tal publicação (que vossas exelências - se é que encaixam-se nestes termos - deveriam freqüentar): BIBLIOTECA DO CONGRESSO FEDERAL. Fica bem pertinho do seu escritório, nem precisa de passagem superfaturada pra ir. Se bem que prefiro a sobretaxa no elevador do que o envio de filhos, sogras, netos, cunhadas e até o zé doidin pra disneylândia.
Neste livro diz o seguinte:
"é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença"
Imagine só!!! Já pensou!? Eu posso escrever até este email e não há nada legal que me negue este direito!
Isto é dito (eu sei que conheces pouco o tal testamento) no TÍTULO II Dos Direitos e Garantias Fundamentais CAPÍTULO I DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS; parágrafo IX.
Não deveria estar te explicando isto (já que és bacharel em direito, delegado e deputado - um coquetel infeliz de profissões). Mas vamos lá: siginifica que qualquer um pode reclamar da lei que não o assiste. Ou que o descrimine. Ou mesmo o oposto: reclamar
DROGAS
PREVENÇÃO DE DROGAS E DIREITOS DE USUÁRIOS
Lei 4074/03 – Estabelece diretrizes para a prevenção, o tratamento e os direitos dos usuários de drogas e dependentes químicos, com o objetivo de evitar a humilhação e a discriminação. Garante acesso à informação e aos serviços de saúde, integra as famílias e escolas, combatendo a hipocrisia dominante que impede a assistência aos dependentes. Determina apoio aos servidores com dependência para a superação, sem exclusão.
ps. Mando este email com cópia ao gabinete do ministro Carlos Minc. Não que me interesse sobre o papel político deste ministro ou ministério. Cada vez que ouço ou vejo tal asneira que você, e tantos outros seres humanos (principalmente os políticos e policiais), fazem ou dizem, fico mais convencido de que nós, humanos, temos mesmo é que sumir e devemos deixar espaços para QUE AS PLANTAS VINGUEM!
E sei que haverão, ao menos, dois emails oficiais (pelo menos menos) que receberão alguma prova para assegurar minha integridade!
afinal de contas tu é delegado e político (quem tem ânus tem medo!)
diogo todë, por email aos políticos citados [com cópia para este filipeta]
13 de dez. de 2010
7 de dez. de 2010
12 de out. de 2010
Why are the effects of marijuana so unpredictable? - Jonah Lehrer @wired.com
Alcohol is mostly predictable. When we drink a beer (or three), we usually have a pretty good sense of what it’s going to feel like. We can anticipate the buzz, the slackening of self-control, the impaired motor movements and the increased mind-wandering. In part, this is because alcohol is a tightly regulated psychoactive drug, and the alcohol content is clearly printed on every bottle. We also sense alcohol directly, so that the potency of a hard liquor tastes different than that of weak light beer. When we drink, we generally know how drunk we are going to be. But not all drugs are so predictable. Consider marijuana, which can trigger dramatically different symptoms depending on the strain and context. It’s long been known that different strains of the drug contain various amounts of Tetrahydrocannabinol (THC), the main psychoactive ingredient. When people talk about the effects of the drug – such as giddiness, the munchies, and a sudden desire to watch The Big Lebowski – they’re typically referring to the effects of THC. (Interestingly, the same chemical can also make us paranoid. More on that later.) But THC doesn’t work alone – marijuana also contains cannabidiol, a compound associated with calm and relaxation. The ratio of THC to cannabidiol seems to be the key variable: Skunk-type strains, for instance, contain a higher ratio of THC to cannabidiol than, say, marijuana byproducts like hashish.
28 de set. de 2010
10 mitos e 10 verdades sobre a legalização da maconha - www.renatocinco.com.br
A Maconha é uma porta de entrada para outras drogas.
Verdade:
dadas as condições da conjuntura atual, o filipeta prefere não declarar o voto pra não dar merda.
#gabeiraBADfeelings
25 de ago. de 2010
14 de jul. de 2010
Cientistas fazem carta pró-maconha - folha de são paulo
para acompanhar o caso de Pedro Caetano, acesse o Growroom
Um grupo de neurocientistas que estão entre os mais renomados do país escreveu uma carta pública para defender a liberalização da maconha não só para uso medicinal, mas para "consumo próprio", informa Eduardo Geraque em reportagem publicada na edição desta quarta-feira da Folha (íntegra disponível para assinante do UOL e do jornal).
A motivação do documento foi a prisão do músico Pedro Caetano, baixista da banda de reggae Ponto de Equilíbrio, que ganhou repercussão na internet. Ele está preso desde o dia 1º sob acusação de tráfico por cultivar dez pés de maconha e oito mudas da planta em casa, em Niterói (RJ). Segundo o advogado do músico, ele planta a erva para consumo próprio.
Os cientistas falam em nome da SBNeC (Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento), que representa 1.500 pesquisadores. De acordo com os membros da sociedade, existe conhecimento científico suficiente para, pelo menos, a liberalização do uso medicinal da maconha no Brasil.
Veja a íntegra da carta:
"A planta Cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha, é utilizada de forma recreativa, religiosa e medicinal há séculos mas só há poucos anos a ciência começou a explicar seus mecanismos de ação.
Na década de 1990, pesquisadores identificaram receptores capazes de responder ao tetrahidrocanabinol (THC), princípio ativo da maconha, na superfície das células do cérebro. Essa descoberta revelou que substâncias muito semelhantes existem naturalmente em nosso organismo, permitiu avaliar em detalhes seus efeitos terapêuticos e abriu perspectivas para o tratamento da obesidade, esclerose múltipla, doença de Parkinson, ansiedade, depressão, dor crônica, alcoolismo, epilepsia, dependência de nicotina etc. A importância dos canabinóides para a sobrevivência de células-tronco foi descrita recentemente pela equipe de um dos signatários, sugerindo sua utilização também em terapia celular.
Em virtude dos avanços da ciência que descrevem os efeitos da maconha no corpo humano e o entendimento de que a política proibicionista é mais deletéria que o consumo da substância, vários países alteraram, ou estão revendo, suas legislações no sentido de liberar o uso medicinal e recreativo da maconha. Em época de desfecho da Copa do Mundo, é oportuno mencionar que os dois países finalistas, Espanha e Holanda, permitem em seus territórios o consumo e cultivo da maconha para uso próprio.
Ainda que sem realizar uma descriminalização franca do uso e do cultivo, como nestes países, o Brasil, através do artigo 28 da lei 11.343 de 2006, veta a prisão pelo cultivo de maconha para consumo pessoal, e impõe apenas sanções de caráter socializante e educativo.
Infelizmente interpretações variadas sobre esta lei ainda existem. Um exemplo disto está no equívoco da prisão do músico Pedro Caetano, integrante da banda carioca Ponto de Equilíbrio. Pedro está há uma semana numa cela comum acusado de tráfico de drogas. O enquadramento incorreto como traficante impede a obtenção de um habeas corpus para que o músico possa responder ao processo em liberdade. A discussão ampla do tema é necessária e urgente para evitar a prisão daqueles usuários que, ao cultivarem a maconha para uso próprio, optam por não mais alimentar o poderio dos traficantes de drogas.
A Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC) irá contribuir na discussão deste tema ainda desconhecido da população brasileira. Em seu congresso, em setembro próximo, um painel de discussões a respeito da influência da maconha sobre a aprendizagem e memória e também sobre as políticas públicas para os usuários será realizado sob o ponto de vista da neurociência. É preciso rapidamente encontrar um novo ponto de equilíbrio."
Cecília Hedin-Pereira (UFRJ, diretora da SBNeC)
João Menezes (UFRJ)
Stevens Rehen (UFRJ, diretor da SBNeC)
Sidarta Ribeiro (UFRN, diretor da SBNeC)
18 de jun. de 2010
4 de mai. de 2010
Jornais tendenciosos e secretários que engolem corda: o desserviço da cobertura da marcha da maconha do Recife - www.ombudspe.org.br
10 de abr. de 2010
A Mídia da Maconha - lula falcão
A mídia da maconha apresenta-se como apartidária e multidisciplinar. Enquanto o Growroom é mais voltado para a defesa do plantio e da utilização medicinal da planta, a Rádio Legalize oferece variada programação musical, com destaque para o reggae e o hip-hop. De vez em quando, um flash no twitter: “polícia prende três em Nova Xavantina”, por exemplo. Já o Filipeta da Massa ainda repercute a morte do cartunista Glauco, especialmente para desancar a cobertura do caso feita pelas revistas Veja e Época. “O essencial é que essa mídia está se tornando um grande fórum sobre a questão das drogas”, afirma um assíduo navegador desses blogs.
Claro que não poderia faltar política. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um potencial aliado, já não merece tanta confiança dos veículos maconheiros. Tudo porque decidiu fazer silêncio sobre a revisão das políticas para o consumo de drogas até o final da campanha eleitoral deste ano. “Não podemos depender de ternos e gravatas”, lamenta o autor da matéria sobre FHC no Hempadão. “Nossa causa é urgente”. A área de comentários está lotada, com mais de 50 intervenções de internautas sobre a postura de Fernando Henrique. “Pode ser mera viagem minha, mas é foda”, lamenta um leitor. “Se eu fosse político, preferiria ficar em silencio durante a eleição e depois de eleito agir”, contemporiza outro.
_lulafalcao
2 de fev. de 2010
Euphoria (France)
O encontro dura um fim de semana inteiro com o intuito de eleger a melhor maconha do ano na França. Além de fumaça, o evento promove concertos, teatro, concurso de acochadores, e comidas à base da erva: "bolo canábico", "trufa à ganja", etc..
Tudo começa com a inscrição dos produtores, que deve fornecer pelo menos 12 gramas da sua produção. A degustação acontece durante a madrugada por uma banca responsável por eleger o grande campeão.
*No fim do vídeo, um repórter indaga os moradores da região, na saída da missa dominical, sobre o evento. Depois de falar com algumas pessoas que não estavam sabendo do evento, o entrevistador encontra o proprietário do espaço alugado pra o evento, que afirmou que: "não sei sobre cannabis cup, apenas passei por lá ontem a noite e vi um evento bastante calmo, com teatro e concertos.." :D
**Segundo o governo francês, existem 100 mil cultivadores clandestinos na frança, e 7 milhões de consumidores da erva.
vídeo enviado por Felipe Baiano, maconheiro franco-brasileiro..
14 de dez. de 2009
Cannabis Cup 2009
Como não podia deixar de ser, pedi uma contribuição pro Filipeta da massa...
Cannabis Cup 2009
pra atrair o público. O Bluebird coffee shop instalou uma mini sauna completamente preechida por maconha vaporizada, “The Vape Tent”, onde era possível entrar e em pouco tempo sair legal e defumado.
6 de dez. de 2009
o desafio das drogas - fhc, depois de largar...da presidência
imagem do http://www.grandesblogsta.comclique aqui para ler o artigo completo do presidente que resolveu trabalhar no assunto das drogas depois que largou
Nossa conclusão foi simples e direta: estamos perdendo a guerra contra as drogas e, a continuarmos com a mesma estratégia, conseguiremos apenas deslocar campos de cultivos e sedes de cartéis de umas para outras regiões, sem redução da violência e da corrupção que a indústria da droga produz.
Logo, em lugar de teimar irrefletidamente na mesma estratégia, que não tem conseguido reduzir a lucratividade e, consequentemente, o poderio da indústria da droga, por que não mudar a abordagem?
Por que não concentrar nossos esforços na redução do consumo e na diminuição dos danos causados pelo flagelo pessoal e social das drogas? Isso sem descuidar da repressão, mas dando-lhe foco: combater o crime organizado e a corrupção, em vez de botar nas cadeias muitos milhares de usuários de drogas.
(...)
É diante dessa situação que se impõem mudanças.
Primeiro: o reconhecimento de que, se há droga no morro e nos mocós das cidades, o comércio rentável da droga é obtido no asfalto.
É o consumo das classes médias e altas que fornece o dinheiro para o crime e a corrupção. Somos todos responsáveis.
Segundo: por que não "abrir o jogo", como fizemos com a aids e o tabaco, não só por intermédio de campanhas públicas pela TV, mas na conversa cotidiana nas famílias, no trabalho e nas escolas?
Por que não utilizar as experiências dos que, na cadeia ou fora dela, podem testemunhar as ilusões da euforia das drogas? Não há receitas ou respostas fáceis.
Pode-se descriminalizar o consumo, deixando o usuário livre da prisão. As experiências mais bem-sucedidas têm sido as que vêm em nome da paz, e não da guerra: é a polícia pacificadora do
3 de dez. de 2009
Marcha da Democracia - Sergio Vidal
Marcha da Democracia
“Eu morreria feliz se eu visse o Brasil cheio em seu tempo histórico de marchas. Marchas dos que não tem escola; marcha dos reprovados; marcha dos que querem amar e não podem; marcha dos que se recusam a uma obediência servil; marchas dos que se rebelam, marcha dos que querem ser e são proibidos de ser.” (Paulo Freire).
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Em 1946, a Comissão Nacional de Fiscalização de Entorpecentes, órgão do Governo Federal realizou o chamado Convênio Interestadual da Maconha, na cidade de Salvador. Apesar do cunho proibicionista dos debates, considerados por alguns historiadores como marcos fundadores da Guerra à Maconha no Brasil, o nome oficial do evento trazia em si exatamente este esse termo: “da Maconha”, mostrando que a expressão deve ser entendida como um evento “sobre a maconha”, e não “em favor”, ou “pró maconha”, ou pode até mesmo significar um evento de cunho “anti-maconha”, como no caso do citado Convênio. Em 2008 e 2009, eu e muitos outros organizadores das Marchas da Maconha em diversas cidades do país tivemos que prestar esclarecimentos à sociedade, autoridades e até mesmo à polícia, em alguns casos, sobre o motivo de termos escolhido a expressão Marcha “da Maconha”, uma vez que afirmávamos não fazer apologia às maconha, outras drogas, ou ao crime.
26 de nov. de 2009
o brasil na moda e a legalização das drogas - denis russo burgierman
No meio de tanta coisa, passou despercebida por aqui uma outra referência ao Brasil. Na matéria “Virtualmente legal”, a Economist especula que o Brasil pode ser um dos próximos países a descriminalizar o uso de drogas. A matéria é bem interessante. Ela mostra que há uma tendência fortíssima no mundo desenvolvido e na América Latina de finalmente deixar a proibição das drogas para trás.
Posse de drogas deixou de ser crime na Espanha, Portugal, Itália, República Tcheca, nos três países bálticos, na Argentina, México e Colômbia. Praticamente todos os outros países europeus, embora teoricamente mantenham a proibição, estão deixando de prender gente pelo uso de drogas. Um bom exemplo é o Reino Unido, onde a posse de maconha continua criminalizada, mas apenas 0,2% das pessoas pegas com a droga vai para a cadeia. (O Brasil não tem números confiáveis, mas também aqui usuários de maconha raramente vão presos.) Nos EUA, já são 14 os estados que adotaram a descriminalização – o mesmo aconteceu em vários estados alemães e canadenses, territórios australianos e cantões suíços.











