"o modelo de repressão (do consumo e da comercialização legalizada de drogas) é um modelo burro, oneroso, criminoso, perdulário, perigoso e ineficaz. essa é a discussão." - ricardo boechat
13 de mai. de 2009
12 de mai. de 2009
marcha da maconha no rio de janeiro + 2 textos sensacionais de sérgio vidal - www.marchadamaconha.org
O melhor do debate nessa tal Democracia Digital é que qualquer cidadão, com um computador e mínimo acesso à internet pode travar conhecimento com pessoas das mais ‘renomadas’, ‘legítimas’ e ‘reconhecidas’ opiniões. Isso é que é Democracia de fato, de Direito e de exercício. Deveria ser cada vez mais estimulado e até mesmo incluído nos currículos escolares, talvez como uma matéria sobre - Como montar seu próprio site, blog, jornal digital e ajudar seu país a ser uma Democracia. No entanto, em se tratando do tema ‘drogas’ e especificamente da planta maconha, dos seus usos e usuários, a questão fica mais complicada e, mesmo que toda opinião emitida seja recebida, deve-se ter cuidado e atenção ao processá-la. Só assim podemos separar opinião de conhecimento.
Em primeiro lugar, queria dizer que acho ineficiente por parte de qualquer meio de comunicação ou comunicador de opinião querer reduzir a discussão sobre a chamada “questão das drogas” na dicotomia proibição total X liberação total. Isso apenas reduz as varias experiências de legislação e políticas sobre drogas que existiram e existem no mundo e não acrescenta qualquer informação válida para solucionar o problema atual. Em se tratando de políticas e leis sobre a maconha, isso é ainda mais ineficiente visto que atualmente são ainda mais variadas as experiências de regulamentação do cultivo e consumo de maconha, haja visto os exemplos da Alemanha, Austrália, Argentina, Canadá, Chile, Bélgica, Espanha, Holanda, Suíça, Suécia, entre outros, além de diversos Estados dos E.U.A. Certamente todos esses países são “sólidas democracias”, mas uma análise detalhada sobre suas políticas e leis sobre maconha revelará que podem existir diversos tipos de uso da proibição. Esse é mais um equívoco dos extremos. A proibição é apenas uma ferramenta, um instrumento que deve sim, fazer parte do aparato de qualquer política ou lei, a exemplo da Lei de Trânsito que prevê punição ao dirigir embriagado, mas nunca deve ser o eixo-central. (...)
Apesar dos esforços dos que ainda tentam seduzir a Constituição Brasileira e usá-la a seu modo, os indivíduos e instituições que se manifestam na Marcha da Maconha continuam comemorando o sucesso no país inteiro. Nossa Constituição pode ser uma jovem de pouco mais de 20 anos, mas já sabe muito bem quais caminhos quer seguir rumo a uma Democrácia plena. Apesar da estratégia adotada pelos Ministérios Públicos de Americana, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Juíz de Fora, João Pessoa, Salvador e São Paulo que conseguiram calar as manifestações em primeira instância, tem prevalescido o Estado Democrático de Direito.
Não conseguiram barrar as manifestações pacíficas, populares e democráticas que ocorreram em Belo Horizonte, Brasília, Florianópolis, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro, apenas 6 das 263 programadas em todo o mundo. Mas é bastante preocupante que tenham sido maior o número de cidades proibidas, já que o Brasil se declara internacionalmente como um país onde a Constituição, as Leis e os Direitos Humanos são respeitados plenamente. (...)
clique nos títulos dos artigos para ler na íntegra
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9 de mai. de 2009
marcha da maconha na tv - rio de janeiro e recife
rjtv, rede globo, rio de janeiro [09/05/2009]
sopa de auditório, tvu, recife [03/05/2009]
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Marche Mondial du Cannabis, Paris 2009

Hoje aconteceu a marcha da maconha em Paris. A cidade tem pelo menos 3 grandes grandes protestos públicos por semana, e chega a acontecer de multidões marchando por causas diferentes se cruzarem por acaso(como hoje), pra se ter idéia da coisa.
Infelizmente foi bastante fraco, e o que deveria ser uma grande multidão marchando pedindo um debate sobre o assunto, virou uma espécie de TAZ com uma meia centena de adolescentes rebeldes acendendo baseados pra exibir pra uma meia dúzia de câmeras fotográficas ou pra tv local.
Enquanto isso, um ou dois organizadores do movimento berravam discursos inflamados, como sempre, metia mais o pau em sarcozy do que na lei que já existia antes dele.
Cheguei a pensar que o fracasso teria sido causado pela chuva, até que vi de longe uma verdadeira multidão marchando contra o golpe de estado em Madagascar. Em poucos minutos a multidão chegou ao local, e finalmente ofuscou de vez o que restava da "Marche du Cannabis", que nem chegou a marchar...
O lado bom é que eu ainda filei um monte de cartazes legais e algumas felipetas que vou enviar pra o meu chefe, Neco Tabosa. :)
Abaixo algumas fotos. Observem a última, quando o local recebeu a outra marcha[de verdade].
*fotos tiradas por mim, enviado especial do filipeta da massa no evento.








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Marche Mondiale du Cannabis Paris
Cartaz de convocação pra marcha da maconha Paris. Na imagem, Carla Bruni, esposa do presidente da França, ao lado da mensagem: "Parce que vous êtes tous ma came" (Porque vocês todos são meu vício). A mensagem faz referência à música homônima da cantora, que é na verdade inspirado num texto do próprio sarcozy, com algumas adaptações.
abaixo a tradução da canção:
Tu Es Ma Came
Você é meu vícioVocê é meu vício
O meu produto tóxico a minha volúpia suprema
O meu encontro preferido e meu abismo
Você faz até o mais doce da minha alma
Você é meu vício
És o meu tipo de delícia de programa
Eu te aspiro e eu te expiro e desmaio
Eu te espero como se espera o maná
Você é meu vício
Gosto dos teus olhos, dos teus cabelos, do teu aroma
Venha então eu te provo que te fumo
Você é o meu belo amor o meu anagrama
Você é meu vício
Mais mortal que a heroína afegã
Mais perigoso que a branca colombiana
Você é a minha solução o meu doce problema
Você é meu vício
A você todos os meus suspiros os meus poemas
Para você todas as minhas orações é a lua
A você a minha desgraça e a minha fortuna
Você é meu vício
Quando vai embora é o inferno e as suas chamas
Toda minha vida toda minha pele te raclamam
Diria-se que você escorre nas minhas veias
Você é meu vício
Eu te quero que até vendo a alma
Aos teus pés eu jogo as minhas armas
Você é meu vício.
Você é meu vício.
8 de mai. de 2009
bong* quer ir à marcha, mas será que vai rolar?! - www.hempadao.com
(foto da marcha da maconha proibida em são paulo / 2008)
por marco holanda
O bONG (*Baque de Oposição à Negligência da Guarda) de hoje não vai falar do ataque das patrulinhas pelas ruas do Brasil. Vamos partir para a instância juridica e analisar a estratégia do Ministério Público MP) em diversos Estados do Brasil para impedir a realização da Marcha da Maconha.
Segundo a Constituição Federal o MP é responsável pela "defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis"
Só que a coisa está acontecendo da seguinte forma: A nossa Marcha da Maconha é marcada com muita antecedência e data é públicamente divulgada. Neste primeiro momento a política do Minstério Público por todo Brasil é de silêncio. Nenhuma manifestação contra ou a favor da Marcha é feita.
Ai chegamos ao mês de maio. A mobilização da Marcha ganha força e o debate sobre o tema esquenta nos veículos de comunicação. Mas até esse momento o orgão mantém o voto de silêncio.
E você deve estar se perguntando quando o MP vai virar personagem de uma história que pode ser comparada com a Negligência da Guarda para ser reportada nesta coluna.
Pois sem enrolação, avanço para a data que antecede a relização da nossa Marcha. Na semana passada o MP mostrou sua postura de Negligência da Guarda no dia 30 de abril, último dia util antes da realização da Marcha em algumas cidades. O poder judiciário de São Paulo, Salvador e João Pessoa entrou com um pedido de proibição da realização da Marcha no apagar das luzes do poder judiciário.
Hoje, oito de maio, foi a vez do MP de Curitiba e de Americana (SP) atacar e proibir a realização da Marcha. Um verdadeiro nocaute na democracia, pois não permite qualquer tipo de reação do Coletivo da Marcha.
Proibir a realização da Marcha no instante que o poder judiciário se prepara para encerrar seu último expediente antes da realização do evento pode ser um ato legal, mas passa longe da ética pública. É uma estratégia covarde. Ela impede qualquer reação deste lado da força a silência o debate sobre a legalidade jurídica da Marcha. E mais. Para boa parte da população que apenas observa o duelo entre os dois grupos (MP X organizadores da Marcha) a impressão que fica é de que o Coletivo não passa de um grupo desorganizado e baderneiros.
Usando essa estratégia jurídica de entrar com uma liminar na véspera da realização da Marcha coloca o MP no mesmo nível de advogados que se utlizam de brechas na legislação para conseguir a liberdade de seus clientes criminosos. Tal fato, pode ser comparado as história de negligência policial que já foram apresentados nesta coluna.
Até às 4h20 da tarde de oito de maio, quando este posto for publicado no Hempadão, outras cidades podem ter a Marcha proibida. A atitude do MP canibaliza a própria instuição, já que o mesmo é responsável a por zelar pela moralidade do sistema jurídico brasileiro.
Acho melhor terminar esse texto sem dizer para onde está indo a moralidade da justiça brasileira com essa estratégia do MP.
peésse do filipeta::
sabe como a polícia age quando acionada para impedir uma marcha da maconha? leia clicando aqui no rd news - que não conseguiu esconder a excitação de detalhar o passo a passo da operação em Cuiabá / 2008 ...
(...) O militar lembrou que a apologia ao crime não é uma proibição restrita. A estratégia, em si, é combater a marcha, em cumprimento a uma determinação judicial. “O crime continua. É proibido usar banners, faixas e qualquer outra mensagem que incite a usar a droga. É preciso reforçar também que, se 3 pessoas ou mais se unirem para se manifestar a favor do uso de entorpecentes, elas podem ser acionadas, inclusive por formação de quadrilha”, alerta o capitão.'
alguém aí falou em ditadura militar? ou ainda acham que é paranóia de maconheiro?!
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