20 de out. de 2009

Obama flexibiliza uso de maconha como remédio - com agências :D

NOVA IORQUE – O presidente Barack Obama aprovou ontem novas diretrizes no combate ao consumo de maconha nos EUA. A política federal antidrogas respeitará a legislação dos 14 Estados americanos que permitem o consumo legal de maconha com receita médica. Dessa forma, os promotores federais não mais processarão consumidores, concentrando esforços em casos que envolvam traficantes ou em acusados de usar as leis estaduais para encobrir negócios ilícitos com a droga.

O secretário de Justiça, Eric Holder, confirmou que esta é uma mudança radical em relação ao que recomendava o governo Bush. “Não usaremos mais recursos públicos federais para perseguir aqueles que consomem maconha sob orientação médica ou os que proveem acesso à droga por orientação médica e de forma legal em seus Estados”, disse.

Além da Califórnia, também aceitam o consumo de maconha para fins medicinais Colorado, Alasca, Havaí, Maine, Maryland, Michigan, Montana, Nevada, Novo México, Oregon, Rhode Island, Vermont e Washington.

17 de out. de 2009

10 de out. de 2009

drogas, modos de usar - ou a peneira, o sol, o deputado e o jornalista reaça

que sol, hein deputado?
vai uma peneirinha aí?

Não sei como foi com vocês, mas lá em casa se falava abertamente sobre o consumo de uma droga muito usada na própria casa em reuniões com os amigos dos meus pais, em quase todas as casas ao redor da nossa, nos lugares que visitávamos nos finais de semana, no playground do prédio onde a gente morou ... Era muito comum ver alguém bebendo cerveja, vinho, uísque ou cachaça. Geralmente acompanhado de uns pedaços de fruta, amendoins ou alguma fritura gostosa pra cacete. Que a gente não podia comer, porque era coisa de adulto e era só esperar que “daqui a pouco já ia sair o almoço”.

Não era segredo pra ninguém, na manhã de sábado, do feriado ou nos aniversários a galera bebia - e muito - reunida por um violão, um jogo ou uma churrasqueira e costumava ficar mais engraçada, mais sincera, falar mais palavrão ou chegar a cair e arrumar confusão se continuasse bebendo depois do fim da festa.

“Cada um tem seu limite, só você vai saber o seu. Aprenda a respeitá-lo”. Caralho, como eu ouvi isso da minha mãe... toda vez que a ressaca infernal do dia seguinte me lembrava que o conselho tinha sido completamente ignorado durante a noite de bebedeira. E pra mim sempre foi muito fácil conseguir essa droga – e passar dos limites usando-a - antes que eu tivesse a idade certa para comprar, ou em garrafas pequenas para beber em locais proibidos e, até bem pouco tempo atrás, em postos de gasolina, onde se entra e sai dirigindo um carro! Era muito comum driblar uma lei qualquer em função de conseguir álcool para consumo.

Pelo que me lembro, as informações para minimizar os efeitos da droga que reúne e enlouquece o país sempre puderam ser encontradas em conversas, livros, revistas...

“Não misture bebidas”, “beba alguma água entre uma dose e outra”, “passe a chave do carro para alguém que bebeu menos”, "não se bebe de estômago vazio", “não se fecha negócio em mesa de bar”, “porre não se comenta”... Sem contar a parte “engraçada” do hábito de ficar louco depois de tomar umas e outras: “não existe mulher feia, você é que bebeu pouco”, “cerveja: desde 1880 ajudando gente tímida a trepar”, “depois de beber, você consegue fazer um quatro, um oito... e um doze?”

No meio de muito reducionismo e anedotário era só ter algum bom senso e perceber que as boas dicas estavam realmente ali. Colocar em prática era só questão de amadurecimento e bom senso.

Pois bem, fui crescendo e a ficha finalmente foi caindo... Aprendi que no Brasil - depois de grande - você pode se reunir com os amigos para conversar, paquerar, contar piadas e se drogar. Na calçada de casa, no boteco na esquina do trabalho, durante o almoço de uma sexta de pouco movimento, numa manhã de folga... todo mundo pode lhe ver consumindo droga. No meio da cantada, para estabelecer um laço de amizade, saber mais sobre os bastidores do trabalho é permitido oferecer droga e deixar alguém relaxado ao ponto de fazer ali um grande amigo ou começar um romance.

Hábito largamente aceito, mas que nem por isso deve ser confundido com inofensivo: ingerir bebida alcoólica É fazer uso de droga. Saber como não acabar se fudendo pelo abuso dessa substância é dever de pais, professores e responsáveis por menores de idade. Ignorar o assunto é abandonar pessoas em formação à própria sorte, é desumano e é um descaso filho da puta.

Essa é uma das causas que move os grupos que organizam as marchas da maconha no Brasil. É preciso identificar as substâncias utilizadas por um povo em determinada época e ajudar - todos que quiserem – a reduzir os danos de consumo do que estiver sendo usado.

Setores conservadores (e desinformados) da sociedade, representados por gente do nível dos Deputados Federais Laerte Bessa e ACM Neto, o “blogueiro da Veja” Reinaldo Azevedo ou o “repórter de crime” Jorge Antonio Barros parecem pensar o contrário. Além de não concordarem com o livre trânsito de informações e dicas de redução de danos, eles ainda consideram impensável, perigoso e/ou imoral o debate público sobre drogas na sociedade brasileira. Nunca os vi se pronunciando sobre o consumo de álcool, mas quando o assunto é consumo de maconha esse é o tom usado.

Nos textos e discursos desses caras, tudo vira chacota ou ameaça à ordem vigente: “um ministro de estado não pode se envolver com palhaçadas como a marcha da maconha”, “descriminalizar a maconha é perigoso”, “maconha é comprovadamente porta de entrada para o crack”

Será que eles acreditam que amigos, parentes, fornecedores, sócios e colegas deles não estão entre o público consumidor de maconha no Brasil?
Ou que esses consumidores não merecem informação e atenção especializada? Só uns cascudos?
Que manter essa posição dura contra quem quer o debate sobre a guerra - que mata, aleija e destrói milhares de brasileiros - os faz melhores que os outros?
Que a melhor saída é ignorar os fatos e manter a milionária guerra para erradicar (?!?!?!) as drogas do mundo?

Ou como disse recentemente (sobre outro assunto) o Arnaldo Branco: essas pessoas não promovem uma visão distorcida da realidade porque não têm noção nenhuma da realidade.

Esse texto é dedicado a Átila, um amigo que morreu sexta-feira. Vítima de uma bala de revólver e não da substância que consumia.

8 de out. de 2009

3 de out. de 2009

filipeta da marcha da maconha salvador 2009 - www.redeananda.org


informe-se: www.redeananda.org

du caralho, du caralho, du caralho soteropolitanos!

25 de set. de 2009

A beleza do passe de bola na roda da criação - XIII ENEARTE (cebola pessoa e txhelo)

fotos sergio__vidal & thxelo / texto cebola pessoa

stand da ananda

guerrilha (pegue um broche/folhinha deixando uma contribuição)

exibição de vídeos sobre as marchas da maconha no Brasil

galera atenta aos videos e ao bla bla bla

moda e ativismo. de bermuda e chinelos, neco tabosa e sérgio vidal :-D

exibição do vídeo Canahuana, com todo o processo de crescimento das plantinhas amigas

Primeiro: Pequena roda formada diante de um lúdico mirante. No mastro, uma bandeira com flores primaveris sorridentes dá o tom de mais um dia no Encontro Nacional de Estudantes de Arte. Paira no ar aquela sensação maravilhosa das infinitas possibilidades da vida. Estamos num período fértil: uma geração artística em sintonia, exalando magia e criatividade. Admirável o contato travado com a própria realidade. Nas oficinas, é possível encontrar manifestações jamais reconhecidas formalmente pela academia, como o Dub, Grafitti, Capoeira e Tecido. Nas idéias, uma consciência ampliada da contribuição que cada artista tem pra dar na infinita roda da criação. A noite de festa começa com a trupe que desce as escadarias rumo ao picadeiro; perna de pau, clowns, atores, malabaristas, músicos, mágicos vão comungar juntos à magia do picadeiro.

Segundo: Intervalo para acompanhar de perto uma partida de ping-pong freestyle. Aqui o esporte ocupa duas quadras, dentro da quadra principal do evento. Sem o som característico das raquetes, nesta modalidade os jogadores fazem uso das mãos para rebater com maestria artística as jogadas vindas do outro lado. No clima de camaradagem da noite, as duplas costumam vão sendo formadas na hora. Mais do que de repente, um ator de rua baiano e um artista plástico - até então desconhecidos um do outro - se tornam grandes parceiros no tempo e vencem três partidas. Aqui todos ganham em risos e satisfação.

Terceiro: “Maconha, olha a Maconha... aqui, informações(!) sobre a Maconha”, entoa a voz no megafone. Estamos no estande da Ananda, grupo anti-proibicionista baiano que acendendo as pontas conquistou o direito de expressão dos cannabistas em Salvador. A edição da Marcha aqui na cidade está marcada para o dia 5 de dezembro, no Porto da Barra. Daqui pra lá o grupo promove oficinas criativas e arrecada verbas para a confecção de material. Todos os broches com a folha da Cannabis foram vendidos. O estande, localizado ao lado do picadeiro, reservou um espaço também para leitura, disponibilizando um riquíssimo acervo da cultura canábica, dentre eles uma compilação de tiras do Metous, camisetas da grife lombra e edições do livro O Fino da Massa. “ A Maconha é objeto de consumo cultural, ela atua dentro de contextos culturais. Ela é alimento da alma e do espírito da sociabilidade”, afirma Sérgio Vidal, pesquisador da ANANDA.

O cantinho é receptivo as tantas manifestações artísticas presentes, de modo que o visitante sempre leva uma nova informação sobre a ganja. “A Maconha pode ser estudo de várias outras áreas do conhecimento, mas faz parte do processo de estudo mesmo o campo artístico. É impossível dissociar”, afirma Neco Tabosa, jornalista responsável pelo o livro O Fino da Massa e editor do blog Filipeta da Massa.

Quarto: Navegamos pro palco, onde neste momento o encontro abre espaço para a manifestação da cultura rastafári com a apresentação da banda Aliança. Loas do reggae meditation e nyambinghi embalam a dança mágica dos leões guerreiros. Quem já foi num show de reggae sabe do elo que se forma entre a platéia e a banda, numa troca de vibrações alquímica. A intensidade é tanta que é comum você encontrar pessoas em pleno transe contemplativo da existência. Em meio aos chamados de Jah, teve maluco do Maranhão que achou até que tava na ilha... Com a cabeça feita, ficamos por aqui.

23 de set. de 2009

Ananda e Filipeta da Massa no XIII ENEARTE - sergio vidal

(foto: bruno rohde /
de PE: camiseta /lombra, finos da massa pra vender //
da BA, folhinhas-broche em troca de doação, panfletos para distribuição)


Estamos tendo a honra de receber em terras baianas o jornalista Neco Tabosa, responsável pelo blog Filipeta da Massa e editor do livro Fino da Massa. Neco participará da ação da Ananda no XIII ENEARTE - Encontro Nacional de Estudantes de Artes, realizando conosco as Oficinas de Arte e Psico-Ativismo e os bate-papos sobre a Marcha da Maconha, nos dando a honra de compartilhar suas experiências com a Marcha pernambucana, e principalmente com seu ativismo literário. Como se tudo isso fosse pouco, Neco ainda fez uma reimpressão de 200 exemplares do Fino da Massa que será lançada no Encontro.

A abertura do ENEARTE ocorreu em uma festa de recepção no último domingo, no DCE da Universidade Federal da Bahia. Na ocasião ocorreu o lançamento mundial da grife /lombra, no espaço da Ananda na festa. A Ananda realizou distribuição de material informativo e promoveu o Cine-Psicoativo. Também foram distribuídos broches de folhas de Cannabis em troca de doações para a organização da Marcha da Maconha em Salvador, que será realizada em 5 de dezembro.

A Ananda manterá um stand informativo durante todo o ENEARTE, com a biblioteca Ananda e um espaço de convivência. Também estão programadas Oficinas, Bate-papos e exibição de vídeos. Confira:

Quarta - 22hs - Exibição do vídeo Cannahuana
Quinta - 18hs - Vídeos sobre a Marcha da Maconha em Recife, Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro
Sexta - 19hs - Bate papo: Cannabis, e aí?
Sábado - 16hs - Lançamento de segunda tiragem do Livro Fino da Massa
Oficina de Arte Ativismo e Dicas de Organização de Manifestações Antiproibicionistas

20 de set. de 2009

twitando (fotos em breve)


www.filipetadamassa.blogspot.com e www.barralombra.blogspot.com em missão ervangélica em salvador, bahia

@filipetadamassa auto-RT da casa de @sergio__vidal, percebendo que a #maconha provavelmente será legalizada a partir de uma reunião na bahia... :-D

@sergio__vidal Domingo, 20/09, FESTA NO DCE - ABERTURA DO ENEARTE - MEU ANIVERSÁRIO. AÇÃO PSICOATIVADA DA ANANDA!

10 de set. de 2009

discurso do ministro no show de reggae - carlos minc de jah





Em discurso durante o show da banda de reggae maranhense Tribo de Jah, Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, defende a amazônia, o cerrado e a natureza em geral. Minc também fez referência à decisão da justiça da Argentina, que descriminaliza o usuário de drogas que portar consigo pequenas quantidades de substâncias ilícitas. O show ocorreu no domingo, 6/9, no Santuário Raizama, na Vila de São Jorge, município de Alto Paraíso de Goiás(G), Chapada dos Veadeiros.

8 de set. de 2009

nem só de pão viverá o homem - metous


(clique para ampliar)

matous agora publica simultaneamente aqui no filipeta, no www.hempadao.com
E também aqui, no PílulasZen!

4 de set. de 2009

3 de set. de 2009

metous - cebola pessoa e tiago oliveira


(clique para ampliar)


as tirinhas metous vêm da bahia. e são uma produção de Cebola Pessoa (roteiros) com o ilustrador Tiago Oliveira de lá de Salvador. elas são publicadas no blog Pilulas Zen (www.pilulaszen.wordpress.com) e no www.hempadao.com.
e agora aqui no filipeta também.