29 de jun. de 2011
21 de jun. de 2011
18 de jun. de 2011
Marcha da Maconha! EU FUI? - kibados na coluna do José Simão na Folha :D
BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República!
E a Grécia? Sabe por que a Grécia quebrou? De tanto quebrarem pratos! E sabe por que eles não se entendem? Porque só falam grego. E manchete do "Piauí Herald": "Eike Batista compra a Grécia". E muda o nome do filho de Thor pra Zeus!
E o site Futurinhas tá vendendo uma camiseta de futebol: "Virgindade não é pênalti! Pode perder!". Rarará!
Vulcão e Marcha da Maconha. A Semana da Fumaça! E o Eramos6: "STF agora analisa liberação da Marcha do Luan Santana". Decisão: "Se não fizerem apologia dos CDs e nem cantarem as músicas dele na Marcha, a gente libera". E a camiseta: "Marcha da Maconha! EU FUI?". E eu tenho um amigo careca que fumou maconha e nasceu uma peruca rasta! Rarará!
A Marcha das Marchas: Marcha pra Jesus, Marcha das Vadias, Marcha da Maconha. E Rubinho também vai criar uma Marcha: a Marcha Lenta.
E a única Marcha que eu detesto é aquele filme "A Marcha dos Pinguins". Só andam e são monogâmicos. Se monogamia fosse natural não ia ter tanto motel no Brasil. E uma amiga minha é monogâmica preguiçosa: tem preguiça de pegar o segundo. Rarará!

e sabe onde essa piada do "Eu fui?" foi publicada pela primeira vez?
aqui mesmo no filipetinha, veja com seus próprios olhos: [2008: http://ow.ly/5kKis ]
orgulho de ser kibado por uma macaco tão ilustre!
16 de jun. de 2011
(trecho de) Marchas da maconha: para além da neblina sensacionalista - Rafael Gil Medeiros e Ricardo André Cecchin
“No início deste milênio, São Paulo e Rio de Janeiro sediaram a Passeata Verde, e com a capilarização possibilitada pela internet, lembramos do Growroom [20] , fórum dedicado à cultura canábica, que reúne milhares de membros online, tendo precedido (e influenciado) o recente surgimento de muitos outros sítios sobre o assunto [21] . O fato é que a internet parece ter unido esse povo todo, facilitando a conexão entre pequenos guetos e a livre (e saudável) troca de saberes ainda clandestinos, potencializando-os [22]."
Rafael Gil Medeiros e Ricardo André Cecchin, em Marchas da maconha: para além da neblina sensacionalista (Gênero e drogas: contribuições para uma atenção integral à saúde / Instituto Papai / GEMA/UFPE, 2011)
[20] http://growroom.net
[21] Pensamos fazer sentido incluir aqui não só sites de coletivos com os de São Paulo (http://coletivodar.wordpress.com) e Recife (http://filipetadamassa.blogspot.com), mas também os de cultura canábica geral, como http://ecognitiva.blogspot.com; http://hempadao.blogspot.com . Pedimos desculpas desde já por eventuais esquecimentos, mas vale a pena pesquisar nestas redes!
[22] VIDAL, Sérgio. Colhendo KylobYtes: o Growroom e a cultura do cultivo de maconha no Brasil. UFBA, 2010. Disponível em: http://slideshare.net/growroom/colhendo-kylobytes-o-growroom-e-a-cultura-do-cultivo-de-maconha-no-brasil-3404238 . Acesso em 20.04.10.
14 de jun. de 2011
Sergio Vidal no Recife - 6 / Lançamentos simultâneos + emenda da trollagem involuntária :D

O recorde de maior número de livros vendidos em um só dia!
Fotos: neco tabosa
E, um dia depois... a errata do blog :D
(admito: se eu tivesse tentado fazer isso, não daria tão certo)
Sergio Vidal no Recife - 4 / Matéria de Letícia Lins n´O Globo

Campus da Universidade Federal de Pernambuco é palco de aula sobre cultivo da maconha
RECIFE - O campus da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) foi utilizado nesta segunda-feira à tarde para um aula, no mínimo, inusitada: como se cultivar um pé de maconha. A chamada "Oficina de Cultivo de Cannabis" teve 60 "alunos" e foi ministrada pelo antropólogo Sérgio Vidal, autor do livro "Canabbis Medicinal - Introdução ao Cultivo Indoor", lançado à noite em Recife. Durante o evento na UFPE, quinze volumes foram comercializados.

O oficina começou no hall do Centro de Arte e Comunicação (CAC) da UFPE, mas a pedido da diretoria do curso foi transferido para um local ao ar livre, a apenas cinco metros da área onde a aula prática havia começado. De acordo com o Secretário do CAC, Inácio Silva, essa foi a melhor solução para evitar o conflito entre a universidade e os adeptos da maconha:
- O espaço é institucional, e os organizadores não solicitaram autorização para a realização desse evento. O assunto é muito polêmico e complicado e não fica bem discuti-lo dentro de um estabelecimento educacional. Não se pode misturar as duas coisas - disse Silva.

Vidal - que é membro do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas - Conad - já deu várias oficinas, inclusive na Bahia e em São Paulo. Mas em Recife foi a primeira vez que ela ocorreu no campus.
- Em Salvador não foi no campus, mas na sede do Diretório Central de Estudantes, que não é campus, mas uma casa dos estudantes - disse, ressaltando, ainda, que o cultivo doméstico do entorpecente é um meio de conseguir a redução de danos para o usuário da droga.
- A maconha poder causar danos à saúde? Pode. Mas a maior parte dos danos provocados pela marijuana deve-se à proibição dela. É o risco que o usuário sofre ao ir na boca de fumo, é o risco que tem do usuário apanhar da polícia, o risco que tem de fumar uma coisa estragada ou adulterada, porque o traficante não tem preocupação com a qualidade do que ele está vendendo - disse.

Para ele, a melhor saída para o dependente da droga - inclusive para fins medicinais - é cultivá-lo em casa.
- A pessoa tem como controlar a qualidade e se defender do mercado perverso que tem lá fora. Não vai precisar sair de casa, nem ir na boca de fumo, nem transportar maconha, nem correr o risco de ser abordado pela polícia - ressaltou.
O antropólogo reconhece, no entanto, que a recomendação, se seguida, implica em tipificação no Código Penal. Portanto, plantar maconha em casa também é crime.
- Ele pode responder por cultivar para consumo próprio. E vai ter uma pena se for flagrado, não tem prisão, mas vai ter pena sim por essa conduta. Mesmo assim, é menos arriscado. Porque hoje em dia, a pena para quem compra ou porta é a mesma para quem planta para fins medicinais. O que é curioso é que no Brasil o governo reprime quem cultiva para consumo pessoal. Mas quem faz isso está deixando de colaborar com o tráfico de drogas - afirmou.
Na aula, o antropólogo mostrou como se cultiva a erva, que tipo de componentes devem ser utilizados nos jarros e explicou quais as flores que têm o princípio ativo da maconha.
Sergio Vidal no Recife - 2 / Matéria no DP por Andre Dib

Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
13/06/2011 | 11h30 | Legalização
Desdobrada em marchas e demais formas de ativismo, a descriminalização da maconha tem sido pauta recorrente da socidade. Nos últimos meses, a imprensa vem repercutindo opiniões, como a do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que no documentário Quebrando o tabu admitiu o conservadorismo de seu governo e hoje afirma ser contra o uso de violência para reprimir o consumo da planta. “A gente tem de sacudir a sociedade”, disse FHC.
O assunto desperta reações inflamadas. Nesta segunda-feira, um evento no Recife não deve ser menos polêmico. Primeiro às 14h, quando o antropólogo baiano Sérgio Vidal ministrará uma oficina de autocultivo de cannabis no hall do Centro de Artes e Comunicação da UFPE. Depois, às 20h, ele lança o livro Cannabis medicinal - introdução ao cultivo indoor (158 páginas, R$ 29,90), na Rua Mamede Simões, 144 - Boa Vista (próximo à Assembleia Legislativa).
Participe de chat com Sérgio Vidal nesta segunda (13/06) às 17h no DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
Legalmente respaldado, o autor encontrou na defesa do uso medicinal uma brecha para poder discutir abertamente o cultivo da maconha, no que ele afirma ser o primeiro livro brasileiro sobre o assunto. “Ler não é crime. É como um livro sobre cirurgia, todo mundo pode ler, mas quem pode fazer é o cirurgião”, diz Vidal, que há oito anos se dedica a pesquisar o tema e prepara um outro para breve, com a história da cannabis.
“O Brasil tem um histórico de cultivo”, conta. “No fim do século 18, havia um empreendimento oficial da coroa portuguesa, a Real Feitoria do Linho Cânhamo. No Império, havia um decreto que proibia as pessoas de recusar ceder as terras para cultivar o cânhamo. Em menos de cem anos, mudou completamente a relação com a planta. Mas hoje o governo pode autorizar seu uso medicinal. Temos uma lei federal dando suporte para isso”.
Vidal avalia o momento como favorável para uma mudança de mentalidade. “O que o Fernando Henrique fala não é nenhuma novidade, mas ele tem um papel importante porque sua imagem atinge pessoas que normalmente não ouviria nenhum pesquisador. Não adianta a lei mudar se alguém vai chamar a polícia se ver um pé de maconha na varanda do vizinho. Em termos de lei o Brasil está avançado, no papel, mas na prática o usuário continua apanhando na rua”.
Por André Dib, do Diario de Pernambuco

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