28 de fev de 2010

o caminho do meio - neco tabosa com pitacos de sergio vidal


foto: bibocagaragemfavela
para saber mais sobre o gandhia: www.unzinho.com

O caminho do meio. A coisa mais difícil de encontrar. O equilíbrio entre o “pode tudo” e o “não vale nada”. O movimento antiproibicionista de Cannabis no Brasil não é o primeiro nem será o último sistema a enfrentar esse dilema.

Da Rússia comunista e os ecos tupiniquins do socialismo, ao movimento ecológico, passando pelas organizações de produção de arte contemporânea; pelo que eu tenho visto por aí, vou dizer a vocês: o mais difícil é encontrar o caminho do meio. Parece ser mais fácil ficar com um raciocínio que seja único, imutável, monolítico. E não é por aí. Afinal, parece ser uma característica de qualquer “movimento” que ele se movimente, seja inquieto. Sempre esteja buscando formas de se agitar, sair do lugar onde está.

Diplomático, mesclando bom senso ao posicionamento ideológico, respirando fundo antes de rotular ou tomar uma decisão drástica. A minha sugestão é que esse tal de caminho taoista é que deve se estabelecer como a melhor configuração de um movimento que pretende a revolução comportamental no Século XXI.

E se hoje, 28 de fevereiro de 2010 [um dia depois do Gandhia] você estiver entre o posicionamento radical – que busca uma unidade nacional de centros autônomos – ou de uma confluência de produtores de memes – com núcleos descentralizados gerando ações alternadas – eu posso sugerir que a segunda forma de gestão é muito mais animadora.

Pra ser mais claro: acredito que para promover o ativismo pela mudança nas leis brasileiras sobre a Cannabis Sativa deve valer tudo.

Marcha da maconha vale. Marcha do orégano (malditos jornalistas trocadilhistas do inferno :D) vale. Gandhia vale. Debate no DCE vale. Postagem no Growroom vale. Twit agressivo esporrante vale. Vale tudo.

De ativistas gritando nas ruas “sou maconheiro com muito orgulho e amor” a ex-presidente-quase-sociólogo que fumou sem nunca tragar. São milhares de vozes, posicionamentos, expressões, discursos, razões e motivações para dizer uma coisa só: do jeito que está não está certo!

Quem proíbe a marcha vai descobrir em breve que estava errado. Quem não parou pra pensar também. Quem não está propondo nos debates promovidos em universidades e nas mesas de bar não consegue se ligar ao que está acontecendo. E quem não pensou numa maneira de se manifestar também está por fora.

“Legalize Já” é o novo “Diretas Já!” ? pode trocadilhar o militante à moda antiga. Eu digo que mudou tudo. E que não existe uma maneira certa de agitar os cérebros nauseabundos de políticos, editores de notícias, policias e camelôs. Todas valem. E são urgentes.

>>> neco tabosa (com pitacos de sergio vidal)

26 de fev de 2010

amanhã no MASP!


O Gandhia é um coletivo pacífico que defende a liberdade individual, a legalização da maconha e a liberdade de expressão de maneira clara, explicita e incisiva. Como um projeto politico/cultural queremos a realidade sem hipocrisia no que cerca o assunto e o jeito de lidar com a maconha no Brasil.

- Quem somos:

Somos um movimento de resistência pautado pelo conceito da não-violência. Um coletivo que não faz apologia ao uso de drogas, mas que está cansado de aguardar mecanismos jurídicos lentos e ineficientes face à complexidade da realidade atual. Nosso sentimento é de emergência, pois já estamos cansados da lentidão e do uso oportunista da discussão sobre a legalização.

Temos total divergência com o modelo jurídico repressivo sobre o tema, que representa um véu de hipocrisia sobre uma realidade social e econômica já consolidada. A repressão estatal só contribui para o atraso social, cria uma situação perfeita para o tráfico evoluir e ainda legitima uma violência oficial aos pobres sob a alcunha de “guerra às drogas”.
Entendemos que a política repressiva do Estado implica o mau uso do dinheiro público, que poderia ser aplicado na melhora das condições sociais por meio da melhora do sistema de educação, de saúde, de habitação, entre outras necessidades da sociedade.

- Nosso objetivo:

Nosso objetivo é reunir cabeças pensantes que acreditem na mudança através de debates abertos, reuniões democráticas, instalações artísticas, saraus, e palestras. É garantir que pessoas possam se reunir para discutir e se expressar sem medo de repressão. É mostrar que existimos, que não deixamos de fumar por ser proibido e que somos responsáveis, produtivos e conscientes. Quando a meta for alcançada, cada um acenderá seu cigarro de maconha, da mesma maneira como milhares fazem hoje no Brasil e no mundo. Esse ato simbólico quer questionar a hipocrisia que ronda o tema: estamos fazendo o que sempre fazemos, no vão livre do MASP ou não, fumamos. Queremos que a sociedade deixe de fechar os olhos para isso e comece a lidar com o problema que é de maior urgência!
Galera, contamos com a presença e colaboração de todos para a realização de um evento muito bacana.
Obrigado,
Projeto Gandhia!

Amanhã será maior!

15 de fev de 2010

420 girls - rob griffin




o pior trabalho do mundo: rob griffin, desde 1993 fotografando mulheres nuas fumando maconha >> http://www.tokeofthetown.com/2010/02/420_girls_mother_natures_messengers_keep_it_smokin.php

5 de fev de 2010

Hitler drogado?!! - http://adao.blog.uol.com.br/

Parece que estão fazendo estudos pra descobrir se Hitler era usuário de substâncias ilícitas. Aí, pensei neste cartum. - do adão, no blog dele

Niamba

2 de fev de 2010

Euphoria (France)



O festival Euphoria, que acontece(ou aconteceu) na França, não é exatamente um festival de cultura. O evento se trata de um festival de agricultura, ou simplesmente de agricultores franceses de cannabis que se reúnem numa competição na comunidade Basse sur le Rupt, na cidade de Vosges.
O encontro dura um fim de semana inteiro com o intuito de eleger a melhor maconha do ano na França. Além de fumaça, o evento promove concertos, teatro, concurso de acochadores, e comidas à base da erva: "bolo canábico", "trufa à ganja", etc..
Tudo começa com a inscrição dos produtores, que deve fornecer pelo menos 12 gramas da sua produção. A degustação acontece durante a madrugada por uma banca responsável por eleger o grande campeão.

*No fim do vídeo, um repórter indaga os moradores da região, na saída da missa dominical, sobre o evento. Depois de falar com algumas pessoas que não estavam sabendo do evento, o entrevistador encontra o proprietário do espaço alugado pra o evento, que afirmou que: "não sei sobre cannabis cup, apenas passei por lá ontem a noite e vi um evento bastante calmo, com teatro e concertos.." :D
**Segundo o governo francês, existem 100 mil cultivadores clandestinos na frança, e 7 milhões de consumidores da erva.

vídeo enviado por Felipe Baiano, maconheiro franco-brasileiro..