10 de ago de 2009

por aqui - de pernambuco


Direto da Califórnia, EUA, o estado regido pelo governador do futuro – o Mr. Universo mais maconheiro da história - Pietro acendeu e passou. (leia no hempadao.com clicando aqui) Dando a real da relação dos moradores locais quando o assunto é compra e consumo de maconha e a aplicação de cada polícia/estado na fiscalização das atividades relacionadas. Agora é a vez do Nordeste desse país abençoado por deus. Onde, sem aliso, já foi dito pelo pesquisador pernambucano Josué de Castro: “metade da população tem fome, e a outra metade tem medo da metade que tem fome”



Por aqui – De Pernambuco

Pernambuco, Brasil. Dizem que é por aqui que nasce uma das melhores maconhas do país. As belotas vêm soltas, não prensadas. E são vendidas direto da colheita. Vindas de lugares com condições adequadas para o plantio: no sertão do estado há sol, calor, solo arenoso, terras mais ou menos fiscalizadas, corrupção política e policial, rentabilidade garantida e rotas de fuga para a capital e para o exterior. E nas cidades de médio e grande porte, com o mínimo de esforço e bom senso se descobre a quem perguntar: onde é que se compra fumo por aqui?

Dá pra comprar em ‘dólas’ por cerca de $ 5,00. O que dá de 1 a 2 baseados de qualidade questionável. Cinquentinha – de 30g a 50g (bem ou mal pesadas, a depender da tua relação com o negociador). Essas custam de $ 60,00 a R$ 70,00. Garantindo até um mês de consumo moderado, com 2 a 3 baseados/dia de boa qualidade.

Para ter ainda mais qualidade a turma se arrisca pegando até meio quilo da erva. Pelo preço médio de uma cinquentinha - para cada um dos seis compradores -, se consegue fumo de qualidade superior e uma apresentação repleta de belotas graúdas. Que devem ser rapidamente divididas pra descabeçear a atividade suspeita.

Por aqui, quando o assunto é fumar, pode-se usar as situações em que o “direito foi adquirido” pelos maconheiros. É óbvio que existem as batidas com abuso de violência, a troca de tiros nas favelas e as provas ‘plantadas’ para gerar flagrante. Mas essas ações estão cada vez mais focadas em uma tentativa – falha – de desbaratar redes de distribuição da maconha.

Em áreas onde o uso é inquestionavelmente recreacional, como nas platéias dos shows do carnaval, em algumas praias, nos estádios de futebol, em comícios eleitorais, festas ao ar livre, ou ao redor dos mais movimentados bares, dá pra fumar respeitando parâmetros básicos de sociabilidade para evitar o vacilo.

Mas a coisa não é – nem de longe – a maior limpeza, nem se iludam. De vez em quando algum conhecido roda na mão dos homi, e ele tem que explicar na delegacia a situação. E já que a lei deixa aberta para a interpretação do juiz a decisão de se o caso é de tráfico ou de consumo. E o estado dá aos agentes policiais poderes de ação violenta contra situações consideradas de “alto risco”, ainda é preciso ter sorte para 1/ ser flagrado com maconha, 2/ ser conduzido devidamente a uma delegacia sem levar tapa ou ser subornado e 3/ ser enquadrado como usuário no processo criminal.

Para ajudar a trilhar esse percurso (onde se aplica a lei, pura e simplesmente) os maconheiros pernambucanos ainda precisam ter, além de sorte, cara de pouco pobre ou ser pouco negro. Infelizmente.

opa, bola passada: leia a sequência com a real do Rio de Janeiro clicando nesse link para o www.hempadao.com

2 comentários:

P i e t r o disse...

Eh isso ai neco... informativa e dinamica fico show!

neco tabosa disse...

não tinha como não ficar, né cara?

essa roda tá rodando linda.
CA, PE, RJ... quem vem mais?